BRASÍLIA  –  O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta sexta-feira (29) que “não há previsão” de o governo brasileiro reconhecer a soberania de Israel sobre as colinas de Golã.

O presidente Jair Bolsonaro embarca neste sábado (30) para uma visita oficial a Israel que durará até quarta (3).

O território de Golã foi capturado por Israel da Síria durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente anexado, num ato sem reconhecimento internacional.

Na semana passada, no entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse reconhecer o direito do Estado judeu sobre o território, o que gerou críticas de organismos internacionais, da União Europeia e de países como Turquia, Rússia, Irã.

Com a afirmação de Rêgo Barros de que o Brasil não deve seguir o gesto dos EUA, o governo Bolsonaro dá uma outra sinalização de que pretende adotar um tom mais cauteloso na política de aproximação com Israel.

Embora na campanha eleitoral Bolsonaro tenha prometido transferir a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém (o principal pleito dos israelenses), o presidente mudou o discurso sobre o tema.

Na quinta-feira (28), ele disse que “talvez” o Brasil abra um escritório de negócios em Jerusalém, um gesto diplomático de muito menor impacto do que uma mudança de embaixada.

Nesta sexta, Rêgo Barros reforçou as palavras de Bolsonaro. “Nosso presidente está demandando estudos para a avaliação da instalação de um escritório de negócios em Jerusalém”, declarou.

Ao contrário do que ocorreu nas duas primeiras visitas internacionais de Bolsonaro, o filho do presidente da República, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), não participará da viagem. Ele é o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Segundo Rêgo Barros, acompanharão Bolsonaro a Israel os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Costa Lima (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Augusto Heleno (Segurança Institucional).

Integrarão a comitiva ainda os senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Chico Rodrigues (DEM-RR) e Soraya Thronicke (PSL-MS), além da deputada Bia Kicis (PSL-DF); o chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, tenente-brigadeiro-do-ar Raul Botelho, e o secretário de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura, Jorge Seif Júnior.

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